

Tudo isso dói. Mas eu sei que passa, que se está sendo assim é porque deve ser assim, e virá outro ciclo, depois.
Para me dar força, escrevi no espelho do meu quarto: ‘Tá certo que o sonho acabou, mas também não precisa virar pesadelo, não é?’ É o que estou tentando vivenciar.
Certo, muitas ilusões dançaram - mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Também não quero dramatizar e fazer dos problemas reais monstros insolúveis, becos-sem-saída.
Nada é muito terrível. Só viver, não é?
A barra mesmo é ter que estar vivo e ter que desdobrar, batalhar um jeito qualquer de ficar numa boa. O meu tem sido olhar pra dentro, devagar, ter muito cuidado com cada palavra, com cada movimento, com cada coisa que me ligue ao de fora. Até que os dois ritmos naturalmente se encaixem outra vez e passem a fluir.
- Caio F de Abreu



“Odeio o fato de não suportar ficar longe de você. Odeio mais ainda saber que juntos não damos certo simplesmente por você não querer tanto quanto eu. Detesto meu modo de agarrar ao que me faz mal. Ao que me atrasa. Abomino essa minha necessidade de tentar dar vida ao que me mata.”— Pedro Peixoto.

“Nem amigo, nem amor. Eu sou aquela pessoa que todo mundo acha legal, mas ninguém gosta de verdade.”— A outra eu.

